Thursday, June 9, 2011

Interview Questions

Dando continuidade aos posts sobre job search, hoje vou apresentar a vocês um material que recebi enquanto fiz um estágio numa practice firm.

Um entrevistador deve cobrir 3 questões básicas durante o processo de recrutamento e seleção de candidatos, para isto ele vai perguntar:

1)Can you actually do the job? Is your experience, training, education, aptitude, and interest sufficient so you will be productive for more?

2) Who are you? What are you like? What characteristics and traits do you possess?

3) Will you fit in with the others in my company/organization? Will you be part of a problem or part of a solution?

Se o entrevistador achar que as 3 respostas são favoráveis a você, então ele se fará uma quarta: how much will you cost me?

Para descobrir as respostas ele pode fazer a mesma pergunta de formas diferentes, por isso você deve ter sempre uns 2 ou 3 exemplos (quanto mais melhor) de situações concretas pelas quais você passou. Aqui vão algumas questões mais comuns em entrevistas:

Tell me about yourself? - Esta é a pergunta mais importante da entrevista porque é o momento em que você tem para fazer seu marketing pessoal, mas cuidado para não se estender muito. A resposta não deve ser muito curta nem muito longa. Sempre nos dizem que uma resposta entre 2 e 3 minutos é mais que suficiente.
Você deverá falar das suas hard skills (formação acadêmica e/ou outros cursos habilidades com softwares, enfim, conhecimento técnico) e das soft skills, que são as qualidades interpessoais necessárias para a vaga, tais como communication, problem solving, leadership, etc.
Sugerem que falemos sobre alguma situação concreta na qual estejam envolvidas todas as qualificações exigidas para a vaga. Eu acho isso muito difícil, mas tem gente que consegue.
Procure lembrar de situações desafiadoras nos projetos em que você trabalhou.

Tell me about your experience with this type of work?

Why do you want to work here?

Why did you leave your last job?

What kind of salary are you looking for? - Nunca diga um valor exato. A sugestão é dizer "I am flexible and ready to discuss an amount that is fair to both of us, and takes into account my responsibilities and qualifications". Provavelmente o entrevistador vai insistir para que você diga um valor, então o melhor seria dar uma "range between X and Y" Eu sempre uso essa frase! Suba o valor o máximo que você puder porque eles sempre tentarão te dar um valor menor, mas procure não fugir da realidade senão a empresa vai te considerar muito caro e você acaba perdendo a oportunidade.

Why do you think you would like this particular job?

What do you know about our company?

What are your greatest strengths?

What are your weaknesses?

What 5 words would you say best describe you?

What your previous manager would say about you?

Além das questões acima e muitas outras, ainda tem as questões comportmentais, com as quais o entrevistador tenta descobrir um pouco sobre sua personalidade:

Give me an example of a time when you had to make very fast decision for something that was very critical.

Describe a time when you were faced with the most difficult problem or stressor, which really tested your coping skills. What did you do?

How do you normally plan or schedule your workday when you have a choice? Give a good day's schedule in your opinion.

Ordinarily, do you prefer more of an individual effort or a team effort? Describe one you enjoy.

Describe the most creative work related project which you carried out.

What do you do better than your co-workers?

Why should I hire you?

Do you feel that you might be under/overqualified for this job?

Explain how you showed leadership during a challenging situation.

Leia mais sobre este assunto aqui.

Tuesday, May 31, 2011

Cuidado com as redes sociais

Este post serve para qualquer pessoa que esteja procurando emprego em qualquer local do planeta.

Sua imagem e reputação são coisas essenciais na sua vida e mais ainda na busca por um emprego. Como advento de inúmeras redes sociais, sendo Facebook, Orkut e Twitter as mais populares, ficou ainda mais importante tomar cuidado com a forma como as pessoas vêem você.

Supostamente sua atividade nessas redes sociais deveria ser algo privado, mas empresas têm se aproveitado deste instrumento para descobrir facetas que o candidato (ou empregado) não revelou durante a entrevista de emprego ou durante seu trabalho na empresa.

Uma vez um amigo meu fez uma entrevista em uma empresa grande e conhecida. Algumas horas depois ele recebeu um pedido de amizade do diretor que o havia entrevistado. Em uma situação como esta, você pode achar que o pedido de amizade é consequência de uma boa entrevista, então você aceita durante seu horário de expediente o pedido de amizade do diretor, e com isso se foi sua chance de trabalhar para ele, afinal, você acabou de provar a ele que acessa o Facebook durante o período em que deveria estar totalmente concentrado em seu trabalho.

Parece injusto, não é? Mas é assim que o mundo funciona, infelizmente. Por conta disso, tome muito cuidado com coisas que você publica nessas redes sociais. Nunca reclame do seu chefe ou de colegas de trabalho. Aliás, é melhor que você nem mencione sua vida profissional nesses meios. Tome muito cuidado com fotos colocadas por você ou por amigos. Evite fotos que comprometam sua reputação ou causem uma idéia negativa. Pode ser que uma inocente foto sua entornando uma caneca gigante de cerveja seja o suficiente para custar seu emprego.

Cuidado com temas polêmicos como religião, política, e minorias desafavorecidas. Por mais certo que você ache que esteja em sua opinião, ela pode ser altamente ofensiva para um empregador mais conservador.

Eu tenho uma política de não adicionar colegas de trabalho ao meu círculo de amigos em redes sociais. Depois que eu saio da empresa tudo bem, mas durante, nunca! Imagine que você foi para casa mais cedo ou tirou um sick day. Se seu gerente ou colegas de trabalho vêem vários posts seus ao longo dia, vão achar que você não está doente coisa nenhuma.

Configure seu perfil para que apenas amigos e ninguém mais possa ver seus posts. Aproveite e faça uma busca com o seu nome na internet. Veja os resultados da busca e certifique-se de que não haja nada comprometedor. Comentários em foruns de discussão e blogs podem aparecer nessa busca, então cuidado com o que você escreve por aí.

Tudo isso pode parecer paranóico e você se sentir privado do seu direito de expressão, mas lembre-se que estamos sendo vigiados o tempo tempo nesse mundo; seja por câmeras de circuito fechado em lojas e até na rua, ou simplesmente quando você faz uma busca no Google. O Google guarda todas as buscas feitas pelas pessoas ao longo de suas vidas. O mesmo faz seu empregador, quando rastreia sua atividade na internet da empresa; portanto, todo cuidado é pouco. Use seu bom senso.

Sunday, May 29, 2011

The STAR formula

"STAR" é uma fórmula usada para responder questões comportamentais em entrevistas através de 4 passos:

Situation
Task
Action
Result

Alguns preferem usar "SAR" (Situation, Action, Result) ou "PAR" (Problem, Action, Result) , mas no fundo são a mesma coisa. Mas como funciona?

Durante a entrevista você terá que falar sobre vários momentos e acontecimentos na sua carreira, como comentei no post anterior, mas não basta simplesmente jogar os fatos para o entrevistador. É necessários estruturar uma história: relatar o cenário (situation), qual era o objetivo que deveria ser atingido(Task), o que foi feito para atingir esse objetivo (Action), e qual foi o resultado (Result).

É claro que você sempre vai contar histórias com finais felizes, como aquele projeto dificílimo no qual você tinha um curto espaço de tempo para entegar e de repente, imprevistos apareceram, mas como você tem muito jogo de cintura, é um bom comunicador e sabe trabalhar em equipe, saiu tudo conforme previsto e a empresa economizou um dinheirão por causa da sua criatividade.

Alguns exemplos:

The Problem: I had a customer who did not want to hear about the features of my merchandise because of a prior interaction with my company.

The Action:
I listened to her story and made sure I heard her complaint. I then explained how I would have handled the situation differently and how I can offer her better service. I showed her some facts that changed her mind about dealing with the company again.

The Result:
She not only bought the merchandise, but complimented how I handled her account. She is now one of my best customers.
...
The Problem: At my last job I was de Administrative Assistant for two Directors, both had thigh projects deadlines and had asked me for budget details by the end of the day.

The Action:
I asked both of them for a five-minute meeting and explained that I was unable to get all of the budget information on a day for both of them. I asked them to explains the details of the project so that we could all understand each other's priorities and deadlines. Together we decided how I could assist both of them with the most urgent aspects of their project and set up a task schedule that we could all monitor for completion on our network.

The Result: We discovered that about 15% of the information could be used for both projects and I was able to finish bot set of budget information on-time. Each director knew exactly when their information was available, and could use their time more effectively to meet their deadline.

Monday, May 9, 2011

Empregos, entrevistas e mais

Vira e mexe pessoas vêm até mim para pedir dicas sobre elaboração de currículo, como se portar em entrevistas, como enviar uma Cover ou Thank You letter, entre outras coisas. Por conta disso, decidi começar uma série de posts para dividir com vocês um pouco do que aprendi nestes cursos de job search oferecidos pelo governo.

As dicas que vou colocar aqui podem não servir para 100% das pessoas ou situações, mas vão ajudar vocês a procurar o caminho correto.

Vou começar pela famigerada "canadian experience". Como e onde conseguí-la?
Para quem ainda não está empregado existem locais onde você pode pedir orientação e encaminhamento profissional:

Coop/internship, que é uma espécie de estágio não-remunerado em empresas. Para participar de um Coop você tem que ser indicado por um consultor de algum programa como o Career Foundation ou COSTI, por exemplo.
Outro locais: Yorkdale Adult Learning Centre, Scarborough Centre for Alternative Studies, Brian Flemming Catholic Centre - Mississauga.

Volunteer, você pode prestar trabalho voluntário algumas horas por semana em algum lugar que tenha (ou não) a ver com sua área de trabalho. Dê uma olhada nos sites: Volunteer 211, Volunteer Toronto, Charity Village, Animal Volunteers, Environmental Volunteer Network, Hospitals, Toronto District School Board.

Bridging Programs, que oferecem treinamento para skilled immigrants: International Accounting and Finance Professionals (IAFP), Association of International Phisicians and Surgeons of Ontario, Teach in Ontario, Workplace Orientation for Internationally Trained Engineers - Humber, Internationally Trained Nurses.

Practice Firms, trabalho real em empresas virtuais. Você trabalha normalmente como em qualquer outro lugar, mas nenhuma operação envolve dinheiro de verdade. Pieces of History, RealCo, Sign of Times, Simplicious.

Mentoring partnership/Job Placement, geralmente um profissional de determinada área dá dicas a interessados sobre tudo o que se relaciona à aquela profissão. O Job Placement corresponde a 8 semanas de trabalho não-remunerado patrocinado pelo College Re-employment Services for International Professionals Program. COSTI, JVS, ACCESS, Job Start, Skills for Change.

Upgrading your skills, através de cursos pagos ou o que eles chamam de career bridges. Um deles é o Career Bridge, mas é necessário ter o diploma reconhecido para participar do programa.

Employment agencies and recruiters, existe uma infinidade de agências de emprego e quanto mais entrevistas você fizer com eles, melhor. Você treina suas "interview skills" e ainda fica com seu resume "circulando" por aí.

Fala-se muito em networking, mas isso é um pouco difícil para recém-chegados, principalmente porque a maioria das pessoas que eles conhecem estão em situação parecida com a deles. Neste caso, o importante é se expôr, frequentar cursos na sua área e criar laços que poderão ser úteis no futuro; mas lembre-se: as pessoas percebem quando você se aproxima delas apenas por interesse. Procure criar laços sinceros com pessoas com quem você ao menos troca e-mails de vez em quando. Desta forma, com certeza aquela pessoa que você conheceu no curso de Project Management, por exemplo, vai se lembrar de você quando surgir uma oportunidade com o seu perfil na empresa dela.

Thursday, May 5, 2011

Sistema de Saúde Canadense: minha experiência

Muita gente reclama do sistema público de saúde no Canadá, e na maioria das vezes com razão: longas esperas, demora para conseguir um especialista, ou até dificuldade para conseguir um family doctor.

A história que vou contar hoje é diferente; é sobre o lado que funciona.
A vida inteira lutei contra a gastrite, mas ela sempre me venceu, chegando a se transformar em úlcera em 2007. Acostumada a sentir dor, nunca havia procurado um médico por causa disso, até janeiro. As dores estavam muito fortes e eu desconfiava que estava com úlcera novamente. Na mesma semana consegui marcar uma consulta com minha family doctor, que me encaminhou para um ultrassom alguns dias depois. O resultado apontava gastrite, hérnia de hiato, pedras na vesícula e no rim. Diante de tantas "boas" notícias, ela me mandou fazer mais alguns exames, entre eles uma endoscopia com biópsia.

Tudo foi marcado e feito em um período curto de tempo. Em menos de 1 mês eu estava com todo o diagnóstico. Então ela quis me encaminhar para um cirurgião para remoção da vesícula. Eu não quis, já que não estava sentido nada.

Um mês depois, meu estômago começava a dar sinais de melhora, mas a injestão de comida gordurosa, especificamente um butter chicken indiano, desencadeou minha primeira crise de vesícula. Foram 8 horas de agonia intensa, mas eu me recusei a ir ao pronto-socorro. Apavorada com as histórias de horas de espera no atendimento, preferi passar dor no conforto do meu lar.

Naquela semana, voltei a falar com minha family doctor, que me encaminhou para uma consulta com o cirurgião na semana seguinte. Para minha surpresa, em menos de 10 dias eu já poderia fazer a cirugia, mas resolvi adiar para quando voltasse de férias. E eis que no dia 03 de maio eu fiquei livre das minhas pedras.

Uns dias antes da cirurgia, fui a uma consulta pré-operatória no próprio hospital (North York General Hospital). Uma enfermeira me explicou como seriam o pré e pós operatório, e fez alguns exames, como sangue e pressão. Em menos de 1 hora eu estava dispensada.

No dia da cirurgia me pediram para chegar com 1 hora e meia de antecedência. Registrei-me no hospital, depois passei por uma enfermeira, que me deu vários remédios para dor, e de lá fui para a sala de espera, onde estavam vários outros pacientes e seus familiares. Toda essa parte foi muito rápida. O que demorou mesmo foi a epsera pela cirurgia, que estava marcada para 1h30 da tarde, mas não me chamaram antes das 3h00.

Quando finalmente chegou a minha hora, fui andando até a sala de cirugia, onde encontrei meu cirurgião. Fizeram tudo que tinham que fazer, e às 6 da tarde acordei na sala de recuperação com uma enfermeira muito atenciosa. Ela me perguntou se eu estava sentindo dor. Eu disse que sim, então ela me deu um analgésico intra-venoso. Meia hora depois, eu continuava com um pouco de dor, então ela me deu um Tylenol e me mandou para casa.

O efeito da anestesia estava bem forte, então saí bem grogue do hospital e fiquei meio abobalhada até o dia seguinte, quando só então me toquei de que não sabia o que havia acontencido.

Recebi vários papéis com instruções, e uma delas era marcar uma consulta de follow-up em um outro local, que não o hospital ou a clínica do meu cirurgião. Liguei para a clínica dele para pedir um atestado médico e perguntar das minhas pedras, mas a secretária não sabia nada sobre elas. Minha consulta ficou para 13 de maio. Quem sabe até lá alguém possa me responder quantas pedras foram removidas.

Enfim, depois dessa experiência, ponto positivo para o sistema de saúde canadense. Sempre fui atendida com rapidez, eficiência, e cordialidade em todas as etapas do processo.

Saturday, April 30, 2011

Montreal

Fiquei devendo o post sobre Montreal. Infelizmente, as coisas não estão mais fresquinhas na minha memória, mas vou tentar colocar aqui os pontos mais interessantes.

Na primeira vez que estivemos em Montreal procuramos explorar os locais turísticos, como Old Montreal, a rue St. Catherines, etc. Desta vez quisemos conhecer o dia-a-dia da cidade para poder fazer uma comparação com Toronto e decidir se realmente é um local onde gostaríamos de viver, já que era nossa cidade escolhida no início, mas com o meu Francês básico eu não conseguiria trabalho, por isso optamos por Toronto.

Achei Montreal muito parecida com São Paulo em alguns aspectos. O primeiro é a forma como as vias públicas foram (mal) planejadas. Apesar de ter menos habitantes que Toronto, achei o trânsito caótico. Esse fator ainda pesa bastante nos nossos planos de mudança.

Talvez muita gente discorde de mim, mas achei o povo mais próximo da nossa cultura do que da cultura das cidades anglófonas por onde estive. Cofesso que senti um pouco de falta do exagero de polidez do Torontonian, falando "please" e "excuse" ou "I'm sorry"o tempo todo, mesmo quando é você quem pisa no pé dele. Acho que a gente se acostuma fácil com o que é bom, né? Nem preciso falar de como sinto falta disso quando vou ao Brasil.

O metrô, apesar de mais rápido que o de Toronto, é mais estreito, e acredito que por isso seja mais cheio. De qualquer forma, sua rapidez compensa um pouco a super lotação. Isso para não falar do preço que é bem mais em conta que o daqui.

Sinto muita falta de cafés como os que temos no Brasil. O canadense costuma tomar café com alguma coisa doce, tipo um muffin ou um donut, mas eu gosto do meu café com algo salgado (um pão de queijo vai sempre bem nessas horas). Além do mais, para se tomar um bom café em Toronto é necessário ir a estabelecimentos independentes e nem sempre conhecidos. Moro em uma região de predominância asiática, portanto, não existe absolutamente nenhum café desse tipo pelas redondezas.

Montreal dá de dez a zero em Toronto nesse aspecto. Você não tropeça em Starbucks e Tim Hortons a cada dois quarteirões como aqui em Toronto. As opções de cafés são infinitas e todos os que frequentamos nos proporcionaram uma experiência agradável. Sem falar das boulangeries, que se assemelham muito às nossas padarias brasileiras. Uma que você não deve deixar de ir é a Premier Moisson. Tudo que se vê lá dá vontade de comer. Para juntar o útil ao agradável, existe uma loja dentro de um dos mercados municipais, o Marché Atwater. Se você estiver naquela região, não deixe de ir ao Toi & Moi. Além de um ambiente super agradável, lá tem café de todas as partes do mundo, até de locais que você nem imagina, como Bolívia, por exemplo. Aproveite para passear pelas ruas do bairro para escolher o próximo café que você quer conhecer.

Outro local que gostamos muito foi um complexo comercial chamado Plaza St. Hubert. Ele ocupa uns 4 quarteirões ou mais, mas nós passeamos pela altura do 6500. Almoçamos em um dos vários cafés que existem por lá e aproveitamos para conhecer uma livraria onde encontrei livros muito interessantes com preços melhores ainda.
Aliás, as livrarias de Montreal merecem um post à parte. Eu, acostumada a frequentar gigantes como FNAC e Livraria Cultura, me sentia órfã de boas livrarias aqui em Toronto. Olha, tive que me controlar para não comprar muitos livros de História Medieval. Ville de Quebec também não deixou a desejar nesse quesito.

Assim como Toronto, Montreal é uma cidade para todos os gostos. Na Wikitravel encontrei várias dicas para você sair do circuito turístico e conhecer de verdade a cidade. Para quem gosta de fazer compras, aqui vão algumas:

Rue St. Catherines, entre a rue Guy e blvd. St-Laurent: é onde estão as grandes lojas de departamento e cadeias, bem como shoppings (Centre Eaton).

Avenue Mont-Royal, entre o blvd. St-Laurent e rue Saint-Denis: é uma mistura de vizinhanças, com lojas de discos usados.

Na rue St-Laurent é possível encontrar de tudo: tem o quarteirão asiático com mercados de frutas e aparelhos domésticos próximo à La Gauthetière. Um pouco mais longe você encontra eletrônicos baratos e boutiques "hip". Entre a Saint-Zotique e a Jean-Talon está o bairro italiano.

Próximo à Jean-Talon com St-Laurent está o Jean-Talon market, com uma variedade grande de produtos locais, como queijo e maple syrup, a preços convidativos.

Infelizmente,não deu tempo de comer em todos os locais que selecionamos, mas ficam aí as dicas para quem quiser experimentar:

Schwartz's: conhecido pelo melhor sanduíche de pulled pork. Como está sempre cheio, o segredo é chegar lá depois das 2 da tarde.

Juliette e Chocolat: é uma boa pedida para uma xícara de chocolate quente no inverno.

La Academie: bistrô que me foi muito bem recomendado. Parece que servem mais comida italiana.

Agora a sessão "agradecimentos":
Mais uma vez, obrigada ao Leopoldo por hospedar Capachinho e Piaçava em seu covil.
Obrigada também aos pais de Rabais e Souvenir pela deliciosa pizza e companhia. Adoramos conhecer vocês.

Bom, é isso aí. Se você tiver alguma dica deixe o seu comentário.

Saturday, April 16, 2011

Quebec Ville

Finalmente conhecemos Quebec Ville esta semana. Confesso que a beleza e o charme da Old Quebec me deixaram estarrecida. Eu já havia ficado encantada com Old Montreal, mas não tem nem comparação.
Para começar, a parte velha da cidade é cercada por uma muralha construída em 1820. A foto mostra a entrada da "citadelle", como a chamam por lá. As ruas são limpas e a arquitetura impecável.
Um dos edifícios mais bonitos e imponentes é o  Chateau Frontenac que é, na verdade, um hotel.

Pegamos um dia nublado, que ficou chuvoso no final da tarde, mas mesmo assim tivemos a impressão de que vale a pena passar uma noite de verão na cidade e passear por suas ruas e cafés aconchegantes.

Tivemos uma boa surpresa ao descobrirmos uma loja de roupas medievais chamada Les 3 Tours, que fica no endereço 1124 Rue Saint-Jean. Infelizmente, a loja não tem website, então não dá para mostrar os maravilhosos vestidos de noiva que tem por lá. Até eu que não ligo para isso fiquei apaixonada pelos vestidos. Apesar de simples e delicados, eles eram de uma beleza ímpar. Este da foto é apenas um vestido medieval para vocês terem uma idéia do modelo, mas os que eu vi eram muito mais bonitos e brancos, com muita renda. O bom dessa loja, é que as roupas femininas são relativamente "normais"para poderem ser usadas no dia-a-dia contemporâneo. Eu aproveitei e comprei um conjuntinho de saia, blusa, e casaquinho para ir a um casamento no mês que vem, mas a mesma roupa também pode ser usada para ir ao cinema ou a um jantar. Já as roupas masculinas são um pouco espalhafatosas.
Em Montreal encontramos a Dracolite, que também vende roupas medievais, mas muitas delas são espalhafatosas demais para se usar fora de uma festa à fantasia. De qualquer forma, para quem gosta do tema, vale à pena dar uma passadinha nas lojas.

Não deu tempo de ver praticamente nada fora da citadelle, a não ser o Parlamento, com seu prédio belo e imponente, e que fica bem próximo à entrada do forte.

Por recomendação de amigos queridos, experimentamos  o croque monsieur na antiga rede de boulangeries Premier Moisson. Este local que fomos mudou de nome há 2 anos e chama-se Saint-Honoré Saveurs, mas continua servindo os mesmos produtos. Apesar de pequeno, o local é aconhegante e fomos muito bem atendidos. Para minha surpresa, o cafe au lait deles é muito bom.
Já em Montreal, encontramos várias boulangeries Premier Moisson, mas não vimos o croque monsieur. 
Diferente de Quebec, o cafe au lait que tomei em Montreal não estava tão gostoso. Apesar disso, tudo mais na loja é delicioso e de encher os olhos. Como me disseram, a rede lembra um pouco as nossas padarias brasileiras, portanto, é um local imperdível para matar a saudade. 

Mais dicas sobre o que fazer em Quebec aqui.